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Thursday, 28 June 2007

Risotto de couve-flor com camarões crocantes

Sempre gostei muito de couve-flor. Quando vi que seria a rainha desta quinzena logo me ocorreram várias ideias de como a preparar, mas nenhuma passava pelo risotto. O tempo voou, entretanto. E as ideias não conseguiram passar disso mesmo.
Em compensação, a inspiração do momento (em que estava debruçada sobre o balcão dos mariscos do supermercado, num dia destes,) deu origem a um prato com entrada directa no top ten.
Este risotto superou largamente as expectativas e será, certamente, repetido muitas e muitas vezes. E os camarões? De estalo!
O risotto foi feito à semelhança de todos os outros que se fazem nesta cozinha: comecei por fazer um caldo de legumes (onde a couve-flor foi cozida por breves minutos).
À parte, alourei uma chalota e um dente de alho em manteiga, introduzi o arroz (arbório, claro) e deixei-o ganhar o gosto. Juntei um bocadinho de vinho branco, que rapidamente evaporou. Fui adicionando o caldo de legumes, a pouco e pouco, até o arroz ficar al dente. Nessa altura, juntei uma colher de sopa de manteiga, duas colheres bem cheias de parmesão, e, por fim, uma colherada generosa de marcarpone.
Quanto aos camarões, foram cozidos por um minuto, descascados depois de arrefecerem, envolvidos em massa kadaïf, pincelados com manteiga e levados ao forno a dourar. Ficaram muito bons e revelaram-se ser a melhor das companhias a dar a este risotto cremoso.

Receita da Juinha do Blog Semente de Sésamo

Thursday, 31 May 2007

Tranche de perca em massa kadaïf e pesto de espinafres

O peixe é o Rei da Quinzena aqui mas na minha cozinha é-o todo o ano.

Na ausência de outro critério na escolha da receita com que participar e porque só volto à cozinha e ao computador no decurso da próxima regência, vale o que ainda me corre nas veias por ex-vício de profissão (ou vício de ex-profissão): o de privilegiar o que é mais recente, o que acabou de acontecer.


E por isso aqui fica o prato que preparei para o almoço de hoje e que – a minha convidada que me desminta se não for verdade – foi feito enquanto o diabo esfregou um olho.O peixe, temperado apenas com sal e limão, foi ao forno em papel de alumínio. Enquanto assava preparámos o pesto moendo uns espinafres salteados com uma colher de sopa de nozes partidas, outra de amêndoa granulada e um fio de azeite.Retirámos o peixe do forno (pegou um bocadinho ao papelote o que ainda se pode ver na foto), embrulhámo-lo na massa kadaïf, pincelámos com manteiga e devolvemo-lo ao calor do forno para que tostasse.


Receita da Juinha do blog Sementes de Sésamo.

Wednesday, 16 May 2007

Lombinhos de tamboril em crosta de milho

O repto fora lançado e eu acabado de comprar um tamboril fresquinho.Era hora do almoço e o tempo, sempre curto, não permitia grandes produções culinárias...A inspiração do momento deu forma a estes filetes.

Comecei por cortar o tamboril em lombinhos generosos. Temperei-os com sal, pimenta e limão. Passei-os por ovo batido e depois por uma mistura de farinha de milho, sêmola de milho, pimenta preta e sementes de papoila. Quebrei o pacto anti-fritura e levei os lombinhos a óleo bem quente por alguns minutos.A capa de milho ficou com uma textura muito agradável, crocante sem ser dura, e muito estaladiça.

Monday, 16 April 2007

Biscoitos de aveia e gengibre

Com o pretexto do desafio da quinzena e porque quero explorar a versatilidade do gengibre, na hora de fazer umas bolachinhas para o chá de domingo resolvi fazer estes biscoitos.
Posso afiançar que superaram as expectativas.


O problema, esse, é sempre o mesmo: tentar reproduzir as quantidades usadas. Vou dar o meu melhor:

70 grs de açúcar
50 grs de açúcar mascavado escuro
150 grs de manteiga
150 grs de farinha
225 grs de farinha de aveia
2 ovos
5 colheres de sopa de leite
2 colheres de sopa de flocos de aveia
1 colher de chá de gengibre em pó
½ colher de chá de canela
1 pitada de sal


Numa taça misturei bem os ovos, a manteiga derretida e os açúcares. Aqueci no micro-ondas um fundinho de copo de leite até ferver e juntei os flocos de aveia para amolecerem. Adicionei ao preparado anterior, acrescentei a canela, o gengibre e o sal e fui juntando aos poucos as farinhas até a massa se soltar dos dedos. Moldei a massa em pequenas quenelles com a ajuda de duas colheres e levei ao forno a 170º.

Wednesday, 4 April 2007

Crepes recheados com quinoa doce e aroma de caramelo

Não resisti ao desafio e assim que encontrei quinoa comecei a imaginar como a iria usar. Nasceram, assim, estes crepes gulosos.

Preparei a quinoa como se de arroz doce se tratasse.


Cozi-a alguns minutos em água (com uma pitada de sal e uma casca de limão) e, depois, em leite (com açúcar e um pau de canela).







Constatei, entretanto, que a quinoa exalava ainda um trago demasiado proeminente e para o amaciar introduzi no leite fervente uma infusão de caramelo e baunilha. O aroma transformou-se imediatamente e invadiu a minha cozinha.

Levei ao forno algumas folhas em massa brick em forma de crepe canudo. Para que fique moldado de feição devemos ter o cuidado de introduzir na barriga do crepe qualquer coisa que faça volume (eu usei uma bolinha feita de guardanapo de papel) para que a parte de cima não achate.





Quando a massa ficou douradinha retirei-a do forno e recheei-a com o doce de quinoa. Servi o crepe com uma boa bola de gelado de nata